Como apresentar uma candidatura para conseguir uma entrevista?

Enquanto alguém ligado à área do recrutamento, e com especial atenção ao recrutamento via redes sociais, reforço que a atitude de um candidato já não pode ser simplesmente a mesma do contexto offline: aguardar por anúncios aos quais reponde com envio de CV ou disparar candidaturas espontâneas a qualquer empresa que mexa. Esse paradigma está extinto.

Nos dias de hoje, com a elevada concorrência, acentuada pelo desemprego elevado e por muita oferta de profissionais qualificados, todos temos de gerir constantemente a nossa marca profissional de candidatos, quer estejamos empregados ou não. Não podemos olhar para a nossa empregabilidade somente no momento em que ficamos desempregados ou que procuramos activamente uma nova oportunidade.

Temos de gerir constantemente a nossa reputação profissional, como uma marca, usando para isso o marketing pessoal, com uma abordagem estratégica, estruturada e focada nos nossos objectivos profissionais.

As redes sociais são aí uma ferramenta poderosa, sobretudo o LinkedIn (tal como o blogue pessoal, como um cv estimulante online, as minhas participações em grupos do Linkedin…).

Mais do que enviar candidaturas, devemos conceber a nossa estratégia de actuação como um íman para os empregadores/industrias que se encaixam nos nossos objectivos profissionais. A nossa actuação online deve deixar um lastro autêntico e de qualidade que fale por nós, nos referencie e nos permita ser detectados/seguidos pelo público-alvo (empregadores, contactos relevantes…) de modo a ganharmos notoriedade, atractividade e conseguirmos ser escolhidos para entrevistas, mesmo sem nos candidatarmos.

Este é só um ponto de partida para a análise deste tema, podem seguir mais no grupo do LinkedIn “Empregos RH Portugal” em http://ow.ly/abnZC. Venham daí os comentários. Abraço

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Comments
4 Responses to “Como apresentar uma candidatura para conseguir uma entrevista?”
  1. Não podia estar mais de acordo. Como estudante, faço uso do LinkedIn e reconheço diariamente a sua importância no desenvolvimento da nossa marca profissional, rede de contactos e atitude perante o mercado de trabalho. E como diria Lindsey Pollak, uma notável especialista em desenvolvimento de carreira, é uma ferramenta indispensável nos dias de hoje.

  2. Carlos Carvalho says:

    Sinceramente, não estou de acordo que assim seja. Até pode ser que um dia assim venha a funcionar. Mas, para já, não me parece verdade.Tal como no futebol, um jogador junior produz e auto-promove-se através do envio de cassetes com as suas melhores performances, para dar nas vistas aos grandes clubes. O Messi ou o CR7, já não precisam nada disso. Creio que um/a estudante de Erasmus possa, por esta via, acrescentar traços da sua personalidade, como informação complementar, no caso de um empregador estar interessado. Para um maduro, o que mais deve contar são os seus feitos históricos e o rasto que deixou nas organizações onde exerceu actividade. Ora, acontece que a minha experiência nestes novos meios, não acrescentou nada de novo. Ainda existe um outro factor interessante que poderia ser observado pelos empregadores. Por exemplo, no decorrer da minha actividade profissional, eu tive ( e tenho) acesso e conhecimento no terreno, da maior rede de distribuição de produtos alimentares deste país. Conheço os empresários e muitas das pessoas que constituem as pequenas empresas que vendem e distribuem marcas de prestígio. Não percebo como isto não é considerado uma mais-valia para pme´s portuguesas da área alimentar. É que este factor e o meu CV, não foram suficientes para despertar, sequer, a curiosidade de um contacto para uma entrevista, apesar de os ganhos poderem ser imediatos. E foram muitas as empresas que contactei com o envio do meu CV. Sabe qual a resposta que surgiu em maior quantidade? Consideraram que tinha qualificações a mais para o exercício das funções a que me candidatei. Em segundo lugar, o factor idade. É muito curioso ver anúncios com o m/f que a legislação impõe, para não dar lugar á discriminação entre as pessoas por causa do sexo e, logo de seguida, aparcer “até 35 anos”. Ou seja, de acordo com a Constituição da República, as pessoas não podem ser discriminadas pelo sexo, religião ou côr da pele. Mas assistimos diariamente à discriminação das pessoas pelo factor ” idade” de uma forma explícita.
    Já agora, Helder, o meu professor de economia de empresa da nossa FEUC,em 1979/1980, chamava-se Henrique Milheiro. Será seu familiar ou nem por isso?
    Mera curiosidade:)

  3. Wagner Siqueira says:

    Concordo plenamente, o marketing pessoal é a melhor estrategia para atingirmos nossos objetivos profissionais…cada vez mais nossa interação com as redes sociais estão nos posicionando a frente das pesquisas de profissionais…
    Grande abraço a todos…
    Wagner Siqueira.

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